É… antigamente não havia redes sociais. Não havia telemóveis. Os telefones eram poucos. Televisão, nem todos podiam ter, era um luxo. A máquina de lavar roupa era um sonho. E… Enquanto não passava de sonho, mas também de possibilidades para a adquirir, recorria-se aos filtros que tinham tanques comunitários. Os passeios que hoje fazemos, não eram feitos… Era uma voltinha até aos tanques, onde lavavam rodos de roupa. Foi ali naqueles tanques comunitários que surgiram as redes sociais… era ali o ponto de encontro e se punha a conversa em dia.
Na zona de Mafra as “saloias” (mas com orgulho...) arranjavam clientes em Lisboa, traziam as roupas para os tanques e afluentes de rios – isto a retroceder ainda mais no tempo, e lavavam ali a roupa das freguesas que davam a roupa ao rol. A saudosa atriz Beatriz Costa retrata bem no filme “Aldeia da Roupa Branca” o dia de lavar roupa das freguesas. Não era uma vida fácil. Mas os tempos mudaram… E ainda bem…
Mudemos de região… Peniche. Antes de existir os filtros com os tanques comunitários, a roupa era lavada nas “pocinhas”, à entrada da Praia Grande. Pois… mas a Praia Grande já não existe… agora há um porto de pesca e uma estrada que liga o istmo de Peniche. A minha avó contou-me que era ali que em tempos lavavam a roupa. Estendiam a roupa em cima de pequenos arbustos, ramos e raminhos. A corar… que significa simplesmente aclarar com a ajuda do sol. Depois, ao fim do dia, era vê-las a regressar a casa, com a roupa já seca, e engomar com um ferro quente. As mulheres de Peniche tinham uma vida dura na altura, pois além de toda vida doméstica que tinham, além de cuidar dos muitos filhos, ainda ajudavam os maridos a atar redes (remendar redes), a preparar o peixe que chegava da faina. Depois surgiram os tanques comunitários e ainda há um que resiste. Fica em Peniche de cima. Em dias soalheiros era ver roupa… tapetes… passadeiras… carpetes… tudo estendido ao sol. Solinho do bom!
Para vocês se entreterem têm aqui o filme completo da Aldeia da Roupa Branca – um clássico do cinema português.
Hoje celebra-se o Dia de Reis. O que é o Dia de Reis? O que representam? Que significam? Que presentes? Os três Reis Magos representam a humanidade. Os Reis Magos são: Gaspar, Melchior e Baltasar. Cada nome tem um significado… Gaspar é “aquele que confirma” vem do Mar Cáspio e traz incenso. Melchior ou Melquior - isto porque é aceite das duas formas na língua portuguesa, o seu nome diz “o meu Rei é Luz”, ele oferece ouro e vem de Caldeia, Ur. Baltasar significa “Deus manifesta o Rei”, ele viajou desde o Golfo Pérsico e traz mirra. Hoje, milhares, milhões de pessoas olham carinhosamente para os presépios que estiveram expostos em suas casas durante quase todo o mês de Dezembro. Olham atentamente para os Reis Magos e, para o menino Jesus. Quão frágil ele era… Amanhã o dia é outro, amanhã as famílias começam a desmontar o presépio. Embrulham cuidadosamente cada peça. Um patinho… uma ovelhinha… tudo com muito cuidado, para não partir… Deixam tudo organizado par...
A origem dos moinhos de vento, dizem…dizem...que são originários da antiga Pérsia, atual Irão do século V. Usavam-nos para fazer farinha. As técnicas encontradas na Pérsia rapidamente chegaram à Europa. Os moinhos no nosso país têm o primeiro registo em 1303, mas crê-se que já existiriam antes dessa data. Durante centenas de anos as pás de madeira giraram sem parar, a moer trigo, milho, centeio… Fizeram toneladas de farinha que passaram pelas mãos das nossas avós, bisavós… Dali faziam o pão para alimentar toda uma família durante 1 semana…guardavam o pão em sacos de pano para não perder o sabor… Com a industrialização muitos moinhos pararam as suas pás…já não giram…a pedra já não mói. Deterioram-se…degradam-se…perdem-se no tempo. Mas, ainda há esperança para alguns moinhos. Vemos muitos transformados em habitação própria, em alojamento local, atração turística ou para fins comerciais. Exemplos disto são o Moinho da Fialha, em Peniche, que além de ter moído milho, trigo, moeu...
Óbidos, esta bela vila, é sem dúvida uma das joias do Oeste. Um local fortificado. Outrora palco de batalhas, hoje, faz um convite à visita. Óbidos a sua toponímia não é originária de OPPIDUM, pois o duplo pp não pode ser convertido em B de Óbidos. Foram os tempos, e as pessoas com a sua forma como falamos que levou de OPPIDUM a Óbidos, porque na altura não existiam povos germânicos naquela região, logo, tudo leva a crer que foi o povo que acabou por ditar que seria Óbidos. Óbidos era uma cidade portuária, que servia para proteger das investidas dos piratas mas, também para proteger uma pequena cidade que ali se encontrava a Eburobrício. Ora, até ao séc. XVI era possível às embarcações entrar com o barco em Alfeizeirão e navegar nas águas calmas até Óbidos, ali, estavam seguros. Foi residência do Rei D. Sancho I, que decretou ali poderem viver leprosos, mas fora das muralhas, porém, a vida dos leprosos não era fácil pois além da sua condição física tinham também de anunciar ...
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